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Mormonismo

O QUE É O MORMONISMO

   
Pr. Joaquim de Andrade

É o que está dito na revita TIME, de quatro de agosto de 1997, pp.31 – 39. O artigo mostra o sucesso econômico e o poder de influência da igreja mórmon em solo norte americano e em diferentes partes do mundo, principalmente na América Latina.

· Foi em 1950, diz o historiador Jan Shipps, que os mórmons passaram de “caluniados” para “venerados”, devido a sua combinação de orientação familiar, otimismo, honestidade e uma agressividade agradável, coisas muito valorizadas atualmente.

· 15 senadores e representantes circulam atualmente pelos corredores do Congresso americano. O FBI e a CIA recrutam constantemente das fileiras mórmons.

· A igreja mórmon é, numericamente, o grupo mais bem sucedido que nasceu em solo americano e um dos que mais cresce em qualquer parte do mundo. Sua membrezia nos Estados Unidos de cerca de 4.8 milhões é a sétima maior do país.

· Gordon B. Hinckley, o atual presidente e profeta da igreja, está engajado numa massiva construção em países estrangeiros, gastando bilhões de dólares para erigir, anualmente, 350 locais de reuniões do tamanho de uma igreja normal, e acrescentando 15 novos templos aos 50 já existentes. O sociólogo Rodney Stark, da Universidade deWashington, projeta que em 83 anos, a membrezia mundial do mormonismo poderá chegar a 260 milhões.

· Não existe qualquer igreja nos Estados Unidos tão ativa na vida econômica como os santos dos últimos dias.

· A primeira diferença entre a economia mórmon e a das outras denominações é o dízimo. A maioria da igrejas levanta grande parte de suas rendas através de ofertas (ou doações). Muito poucas, entretanto, impoem uma taxa obrigatória de 10% sobre seus membros. Os dízimos são recolhidos localmente e passados para os líderes leigos locais nas reuniões de domingo. Na segunda, as autoridades da igreja em Salt Lake City já ficam sabendo de cada centavo que entrou e providenciam para que o dinheiro esteja no banco. E há muito depósito. No ano passado, $ 5.2 bilhões de dízimos chegaram a Salt Lake City, sendo $ 4.9 bilhões somente de mórmons norte americanos.

E COMO SÃO RICOS!

Os bens da igreja chegam a um total mínimo de 30 bilhões de dólares.

Templos e locais de reuniões nos Estados Unidos: $ 12 bilhões

Templos e locais de reuniões for dos Estados Unidos: $ 6 bilhões

Investimentos: $ 6 bilhões

Fazendas e propriedades: $ 5 bilhões

Escolas: $ 1 bilhão

Renda anual: $ 5.9 bilhões.

A melhor fazenda de carne no mundo é o Rancho Deseret Cattle & Citrus, perto de Orlando, na Flórida, valendo $ 858 milhões. A igreja possui mais de 100 propriedades através do seu sistema de previdência social. Outros bens incluem 11.571 locais de reuniões e 50 templos ao redor do mundo.

O Centro Cultural Polinésio no havaí arrecada pelo menos $ 40 milhões por ano.

A igreja possui 16 estações de rádio e uma estação de TV. Possui universidades em Provo, Havaí e Jerusalém.

O QUE CRÊEM OS MÓRMONS?

O mormonismo crê na Bíblia mas acrescenta três outros livros: O Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Valor. Afirma que depois de sua ressurreição, Jesus veio à América ensinar aos índios, tidos por eles como uma antiga tribo de Israel. Dizem ainda que nos tempos antigos, a Igreja de Jesus Cristo caiu em apostasia total. Foi somente em 1820 que Deus restaurou novamente a sua Igreja na terra através um jovem norte americano chamado Joseph Smith, Jr.

Smith afirmou que em 1823, um anjo chamado Moroni o visitou em sua casa e o instruiu para que cavasse no monte Cumora, perto de Palmyra, Nova York, onde ele encontraria importantes registros relacionados com a Bíblia. Foi assim que ele encontrou placas de ouro escritas em hierógrifos do “egípcio reformado”. De forma sobrenatural, Smith fez a tradução das placas e o resultado desse trabalho veio a ser O Livro de Mórmon, publicado pela primeira vez em 1830. Ele continuou a receber “revelações” e uma delas era a de que Cristo voltará para reinar sobre a terra e estabelecerá a sede de seu reino no condado de Jackson, estado de Misouri. O mormonismo já possui um grande pedaço de terra naquele lugar.

Há uma longa lista de práticas atuais dos mórmons alheias aos evangélicos. A mais conhecida tem a ver com os rituais dos templos, onde os que não são membros não podem entrar. Nas cerimônias de investiduras, os iniciados recebem o “garment” do templo (uma roupa íntima e branca), que eles são obrigados a usar por baixo da roupa por toda a vida. Os casamentos são “selados”, não apenas até que a morte os separem, mas por toda a eternidade. Os mórmons celebram também o batismo por procuração pelos mortos. Para garantir aos ancestrais não-mórmons a oportunidade de salvação, os mórmons de hoje são batizados em favor de seus antepassados. A preocupação com os antepassados tem levado os mórmons a a investir e desenvolver o maior arquivo genealógico do mundo. A microfilmagem tem o equivalente a 7 milhões de livros de 300 páginas cada. Crêem que o seu presidente é um profeta que recebe novas revelações de Deus. Essas revelações podem anular as antigas, como é o caso de um dos ensinos mais controvertidos da igreja. Smith estabeleceu a poligamia nos primórdios do mormonismo em 1831, mas em 1890, um outro presidente da igreja anunciou a sua abolição. Da mesma forma, a norma que impedia os negros de participarem do sacerdócio na igreja mórmon foi abolida por uma nova revelação em 1978, abrindo uma avenida para um imenso trabalho missionário na Africa e no Brasil.

I – Introdução

Será que o mormonismo é cristão? Esta pode parecer uma questão difícil para muitos mórmons assim como para muitos cristãos. A Igreja e os missionários dirão a qualquer um que ouvir que a Igreja existe porque houve uma apostasia; Joseph Smith foi escolhido para ser um profeta do Senhor para restaurar o verdadeiro cristianismo na terra; e que a Igreja; seus missionários; seus membros e especialmente sua liderança tem sido escolhido e ordenado para espalhar o “evangelho de Jesus Cristo” a todos que creem.Os mórmons dirão que eles crêem na Bíblia, em Deus Pai, no Espírito Santo e que sua crença em Jesus Cristo é essencial para a sua fé, como fica evidenciado pelo seu nome oficial: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD). Além disso muitos cristãos ficam impressionados com a conduta moral, vida famíliar, enfase no trabalho missionário (45 mil missionários de tempo integral) que tem causados seu crescimento no mundo inteiro (mais de 9 milhões de adeptos espalhados pela terra).

Para resolver esta questão de maneira honesta e acurada precisamos seguir os conselhos do segundo profeta da igreja mórmon, Brigham Young que disse:

“Pega a Bíblia, examina a religião do Santos dos Últimos Dias à sua luz e vê se essa religião passa no teste” (Journal of Discourses, v.16, p. 46, 1873.)

“Homem algum pode desaprovar uma verdade… Então, que todo homem se levante e diga: “Que Deus seja verdadeiro, que a verdade permaneça e que eu conheça essa verdade. É isso que desejo – submeter-me-ei a ela; e que toda teoria e princípio falsos caiam, para jamais se levantar.” (Journal of Discourses, v.8, p. 132, 1860.)

Não vou tentar ser mais inteligente ou fazer mais citações do que os teólogos e apologistas mórmons. Simplesmente vou descrever-lhe o fato como é, e submeter os ensinos à lógica, ao bom senso e a Bíblia.

II – História

Um dos acontecimentos mais importantes de toda a história mórmon deu-se na primavera de 1820 – “Primeira Visão” em que Deus Pai, e Jesus Cristo desceram, em carne, e disseram a Joseph Smith que todas as igrejas estavam erradas e que o Cristianismo estava totalmente perdido.

“Quando a luz repousou sobre mim, vi dois personagens …Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: “Este é meu FilhoAmado Ouve-O.”

“Perguntei aos personagens que estavam na luz acima de mim, qual de todas as igrejas era a verdadeira e qual deveria unir-me. Foi me respondido que não me unisse a nenhuma delas, porque todas estavam erradas…todos os seuscredos eram uma abominação à Sua vista; que todos aqueles mestres eram corruptos.” (Pérola de Grande Valor, Escritos de Joseph Smith 2:17-19)

Se aceitarmos a palavra de Joseph Smith, devemos imediatamente concluir que a Igreja Cristã está em sérias dificuldades. Embora podemos duvidar da autenticidade das revelações de Joseph Smith. Temos que analizar que a crença de que o Cristianismo (no estado atual) está perdido separa irrevogavelmente o mormonismo do Cristianismo.

A Perspectiva Bíblica da Revelação de Josph Smith

Veja Dt 18:20-22;Gl 1:6-9; II Co 11:1-4

III – A Igreja Mórmon no Brasil

O Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo em nímero de mórmons. A Igreja Mórmon chegou no Brasil pôr intermédio de imigrantes alemães, Augusta Kuhlmann Lippelt e seus quatro filhos, que chegaram ao Brasil em 1923. O marido, Roberto, foi batizado vários aos mais tarde. Os primeiros missionários foram os “élderes” William F. Heinz e Emil A.J.Schindler, acompanhados pôr Rheinold Stoof, presidente da Missão Sul Americana em Buenos Aires, Argentina. O Pres. Stoof já tinha visitado o Brasil em 1927 e retornou com os “élderes” em 1928 para começar o proselitismo entre as pessoas de língua alemã. O primeiro batismo da seita em solo brasileiro foi realizado em 14 de abril de 1929, e o primeiro local de reunião de sua propriedade na América do Sul foi inaugurado em 25 de outubro de 1931, em Joinville, estado de Santa Catarina.

Em 25 de maio de 1935 foi criada uma missão sediada no Brasil. No princípio os missionários ensinavam apenas em alemão, mas em 1937 o Livro de Mórmon foi traduzido para o português e um ano depois os missionários começaram a ensinar em nossa língua. Pôr volta de 1959, a seita já contava com 3.700 membros. Em 1966 foi organizada a Estaca São Paulo, a primeira na nação, tendo Walter Spat como presidente. O templo em S.Paulo, único no país, foi inaugurado em 30 de outubro de 1978.

Em novembro de 1996 esteve no Brasil o proféta da Igreja Gordon Hinckley

A Igreja Mórmon conta hoje com mais de 300 mil membros distribuídos em mais de 60 estacas, 338 alas, 229 ramos, 25 distritos e 10 missões em todo o território nacional (Church Almanc, 1991-1992, pp.119,120.

IV – A Bíblia e o Livro de Mórmon

A Igreja Mórmon ensina que a Bíblia foi adulterada, tem perdido muitas de suas verdades eque não contém o Evangelho em toda a sua plenitude (Doutrina de Salvação, v.3, p.190, 191; Livro de Mórmon, 1 Néfi 13:26-29; Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.12)

Joseph Smith considerou o Livro de Mórmon muito superior a Bíblia e esta é a posição da Igreja Mórmon até hoje. É mais chocante ainda o fato de que mais de 4000 (quatro mil) mudanças foram feitas no Livro de Mórmon desde que ele foi publicado pela primeira vez em 1830. Essas mudanças ocorrem numa tentativa de eliminar as centenas de contradições claras, absurdas e erros gramaticais infantis.

Por que existem mapas corretos das terras bíblicas, e não existem mapas das terras do livro de Mórmon? Por que sabemos perfeitamente onde se localiza Jerusalém, Belém e Betânia, e não sabemos onde fica Zarahmla, Bountiful (Terra da Abundância) e Cumôra? Respeitados arqueólogos mórmons ¾ como o professor Dee F. Gren ¾ têm dito que nenhuma localização do Livro de Mórmon é conhecida com referência a topografia moderna. A arqueologia bíblica pode ser estudada porque sabemos de fato onde Jerusalém e Jericó estavam situadas, ao contrário do que se passa com Zarahemla, Cumôra etc. O fato de os arqueólogos mórmons admitirem que ninguém conhece sequer uma cidade ou local do Livro de Mórmon, incluindo o famoso Monte Cumôra, é absolutamente fatal para as declarações e ensinamentos da Igreja Mórmon, pois expõe seus líderes como enganadores.

A espécie de uma fé cega num “profeta” é a principal marca de uma seita.

A Igreja Mórmon ensina enfaticamente que o livro de Mórmon é “o mais correto livro”, e que ele contém a verdade, a Palavra de Deus, e a plenitude (qualidade de pleno, de completo) do evangelho (Doutrina e Convênios 19:26; 20:9; 27:5). Onde no Livro de Mórmon são ensinadas as seguintes doutrinas e conceitos:

  • Deus tem um corpo de carne e ossos;
  • Deus é um homem exaltado;
  • Deus é um produto da progressão eterna;
  • A pluralidade dos deuses;
  • Não existe inferno e nem castigo eterno;
  • Os homens podem se tornar deuses;
  • Os espíritos pré-existentes dos homens;
  • Casamento para a eternidade;
  • A poligamia não é uma abominação aos olhos de Deus;
  • Há três degraus de glória;
  • Uma “mãe” no céu;
  • Um sacerdócio Arônico consistindo de diácono, mestre e sacerdote;
  • Um sacerdócio de Melquizedeque consistindo de Elder, grupo de setenta e Sumo Sacerdote;
  • As funções e cargos de evangelistas, bispados, presidentes de estacas, uma primeira presidência, e um presidente da igreja;
  • Que o livro de Mórmon é a ”Vara de José”?

Está mais do que claro que a Bíblia Sagrada resiste a qualquer teste ou a qualquer verificação interna ou externa. Pode também o mormonismo resistir da mesma maneira? Eu desafio você a responder as seguintes questões fartamente documentadas

A Perspectiva Bíblica do Livro de Mórmon

A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que a Bíblia é a única, final einfalível Palavra de Deus Veja 2 Tm 3:16; Hb 1:1,2; 2 Pe 1:21; 1 Pe 1:23-25

V – A Natureza do Deus Mórmon

Os mórmons acreditam na existência de um Deus, possuindo corpo de carne e ossos, o qual é o Pai celestial. Isto parece algo bem simples, porém, uma investigação mais profunda na doutrina da Igreja através dos anos ¾ coisa que você ainda não fez e nem tem condições de fazer, pois a maioria do material está em inglês ¾ revela que a doutrina de Deus no mormonismo é mais confusa do que se imagina. O primeiro artigo de fé da Igreja Mórmon diz: “Nós cremos em Deus, o Pai eterno, e em Seu Filho, Jesus Cristo, e no Espírito Santo”. Esta declaração, entretanto, não fornece a idéia correta do deus mórmon.

Quem os mórmons adoram? A resposta não é tão simples como parece. Quando a Igreja Mórmon foi organizada, sua idéia de Deus era basicamente o mesmo conceito cristão de quem e o que é Deus. O Livro de Mórmon ensina que Deus é espírito (Alma 18:24-28), que Ele é eternamente o mesmo (Morôni 8:18), e que Ele é o único Deus em existência (Alma 11:28, 29).

Doutrina e Convênios parece ensinar basicamente as mesmas coisas que encontramos na Bíblia e no Livro de Mórmon sobre Deus. A diferença é que Doutrina e Convênios apresenta um Deus que não consegue ver o futuro (Doutrina e Convênios 84:1-5). A Pérola de Grande Valor ajuda muito menos para se determinar quem é o Deus do mormonismo. O Livro de Moisés ensina que há somente um Deus (Moisés 2), enquanto que o Livro de Abraão ¾ livro desacreditado pela arqueologia ¾ diz que há muitos deuses (Abraão 4).

As declarações dos líderes mórmons só servem para confundir mais ainda o assunto. Briggham Young disse que “Adão é nosso Pai e nosso Deus, e o único Deus com quem temos que tratar” (Journal of Discourses, Vol. I, pág. 50). Spencer W. Kimbell disse que isto foi “suposto haver sido ensinado” (Church News, outubro 9, 1976, pág. 11), e Bruce R. McConkir, ex-apóstolo da Igreja, disse que o “Presidente Young realmente ensinou que Adão era o pai de nossos espíritos (…) isto, entretanto, não é verdade” (Carta para Eugene England, fevereiro 19, 1981, pág. 6).

Talvez a mais nítida declaração da Igreja Mórmon sobre a doutrina de Deus é encontrada nas próprias palavras de Joseph Smith. Smith declarou: “Deus mesmo já foi como nós agora somos, e senta-se entronizado no céus distantes. (…) Se você pudesse vê-lo hoje, você o veria na forma de um homem. (…) Nós temos imaginado e pensado que Deus foi Deus desde toda a eternidade, eu refutarei esta idéia. (…) Vocês têm que aprender como ser Deuses (…) o mesmo como todos os deuses têm feito antes de vocês” (Journal of Discourses, Vol. 6, pág. 3 e 4).

A Perspectiva Bíblica de Deus

Então este é o Deus do Mormonismo – um homem que pode ou não pode ser Adão, que inspira doutrinas e escrituras contraditórias, que é simplesmente um dentre muitos deuses. Quem é o deus dos mórmons? Certamente que não é o Deus da Bíblia Sagrada. Isto está de acordo com o que a Bíblia declara, ou seja, que “Deus é Espírito” (João 4.24) e que “fora de mim não há Deus” (Isaías 44.6, 8). Aqui nós vemos as doutrinas da progressão eterna e do politeísmo (Compare com Isaías 43:10,11).Veja ainda (Ml 3:6; Jo 1:18; Hb 6:13; Os 11:9; Nm 23:19; Rm 1:22,23).

Os mórmons crêem na existência de muitos deuses, e que Deus já foi um ser humano pecador, que já teve esposa e que ainda possui um corpo de carne e ossos. Os mórmons também crêem que os homens poderão um dia ser deuses. Lorenzo Snow, antigo profeta e presidente da igreja, declarou: Como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser”.

Essas crenças têm gerado controvérsias. Em 1995, a Igreja Presbiteriana (nos Estados Unidos) publicou uma declaração afirmando que os mórmons não fazem parte da tradição histórica apostólica da Igreja Cristã.. Os presbiterianos de Utah foram mais contundentes, dizendo que os mórmons devem ser considerados heréticos. Os mórmons têm respondido a esses ataques tentando camuflar as diferenças com as principais denominações. Em 1982, eles acrescentaram um subtítulo na capa do Livro de Mórmon: Um Outro Testamento de Jesus Cristo. Em 1995, as palavras Jesus Cristo, no cabeçalho oficial da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foram ampliadas até se tornarem três vezes maiores que o tamanho do restante do texto.

Numa entrevista para a TIME, o presidente Hinckley demonstou interesse em camuflar as peculiaridade de sua fé. A mensagem da igreja, explicou ele, “é uma mensagem de Cristo. A nossa igreja é Cristocêntrica. Ele é o nosso líder. Ele é a nossa cabeça. O seu nome é o nome da nossa igreja. Sobre se a sua igreja ainda defende o ensino de que Deus o Pai foi um homem, ele pareceu inseguro: “Não sei se ensinamos isso. Não sei se enfatizamos isso… Eu entendo o fundo filosófico por trás disso, mas não sei muito sobre isso, e acho que os outros também não sabem muito sobre isso.

Analizndo os esforços de expansão estrangeira da igreja, o autor Joel Kotkin escreveu que “devido a escala do avivamento religioso atual, somado com os formidáveis recursos organizacionais da igreja, o mormonismo pode emergir como a próxima grande tribo global, cumprindo, como eles crêem, as profecias de seus profetas antigos e modernos.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi fundada com base nos ensinamentos do Livro de Mórmon, e a extraordinária história de sua tradução, por Joseph Smith, a partir das “placas douradas”, tem sido o ponto de principal atração do proselitismo Mórmon. Mas hoje, passados muitos anos desde que disseram que o Livro de Mórmon viera para restaurar as verdades fundamentais do Cristianismo, os líderes mórmons ainda crêem em suas declarações doutrinárias?

O Livro de Mórmon e a Doutrina Mórmon Contemporânea

O Livro de Mórmon ensina, por exemplo, que:

(1) há um único Deus
(2) o qual é Espírito,
(3) é imutável de eternidade a eternidade (Alma 11:26-31; 2 Nefi 31:21; Mórmon 9:9-11,19; Moroni 7:22;
8:18).

Hoje em dia a doutrina Mórmon, contrariamente, ensina que:

(1) há três deuses separados responsáveis pelo nosso planeta,
(2) dois deles têm corpos, outrora foram homens, e
(3) conquistaram o direito de se tornarem deuses através da fiel obediência ao evangelho mórmon.

Os mórmons agora também acreditam que há milhões e milhões destes deuses, cada qual tendo obtido natureza divina e criado planetas a serem regidos por eles. Homens mórmons esperam tornarem-se deuses eles mesmos, para então formarem e povoarem seus próprios mundos, com a cooperação de suas esposas.
Joseph Smith, que originalmente ditou as palavras do Livro de Mórmon, mais tarde rejeitou seu ensinamento de que Deus é “imutável de eternidade a eternidade” (Moroni 8:18). Próximo do fim de sua vida, como relatado em Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, ele anunciou: “nós temos imaginado e suposto que Deus era Deus desde toda a eternidade. Eu irei refutar esta idéia . . . Ele uma vez já foi homem como nós” (p. 336). Os atuais deuses mórmons, portanto, são muitos, em vez de um só como criam antes, não são espírito e não são imutáveis como o próprio Livro de Mórmon ensina.
Além disso, o Livro de Mórmon insiste, plagiando o que já está na Bíblia, que toda a humanidade tenha que nascer outra vez, isto é, eles precisam ser mudados de seu estado carnal e decaído, caso contrário eles poderão de modo algum herdar o Reino de Deus. O livro proclama ainda uma necessidade de tornar-se uma nova criatura por ter nascido espiritualmente de Deus e por ter experimentado essa poderosa mudança em seus corações (Mosíah 27:24-28; Alma 5:14). No entanto, o mormonismo moderno passou a enfatizar que o batismo na água feito pela igreja Mórmon é indispensável para receber o novo nascimento, o que é totalmente inaceitável do ponto de vista bíblico. “Ninguém pode nascer de novo sem batismo” (McConkie, Mormon Doctrine, p. 101). No próprio Livro de Mórmon, entretanto, o batismo é desnecessário para crianças e para Gentios (os que estão sem lei) porque para tal é inútil o batismo (Moroni 8:11-13, 20-22).
Novamente, o Livro de Mórmon declara que há somente dois destinos para a humanidade: felicidade eterna ou miséria eterna. Aqueles que morrem rejeitando Cristo recebem tormento eterno, sem uma segunda chance após a morte. Eles são “lançados no fogo, de onde eles não retornam” e “vão para um lugar preparado para eles, o lago de fogo” (3 Nefi 27:11-17; Mosíah 3:24-27; 2 Nefi 28:22-23; Alma 34:32-35). ao contrário de tudo isso, o mormonismo de hoje passou a crer que qualquer um pode usufruir de algum nível de glória, e que aqueles que já morreram podem ser resgatados da “prisão” quando os vivos realizam batismos por procuração em favor deles.
Deste modo, o próprio Livro de Mórmon ensina haver muito pouco suporte para as pincipais doutrinas mórmons correntes. Muitas outras mudanças doutrinárias importantes envolvendo a natureza de Deus, oração, poligamia, autoridade etc. precisam ser discutidas aqui, mas o espaço é limitado.

É CRISTÃO O MORMONISMO?

Esta talvez pareça ser uma pergunta enigmática para muitos mórmons, bem como para alguns cristãos. Os mórmons dirão que eles incluem a Bíblia na lista dos quatro livros que reconhecem como Escrituras, que sua crença em Jesus Cristo é parte central de sua fé, e que isto é indicado pelo seu nome oficial, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Além disso, muitos cristãos têm escutado o Coral do Tabernáculo Mórmon cantar hinos cristãos, e ficam impressionados com a dedicação de muitos adeptos quanto às suas regras morais e sua forte estrutura familiar. Não seria, então, por isso, o mormonismo uma religião cristã?
Para responder a esta pergunta de maneira correta e imparcial, precisamos comparar cuidadosamente as doutrinas básicas da religião mórmon com as do cristianismo bíblico, histórico. Para representar a posição mórmon nós temos recorrido aos mais bem conhecidos escritos doutrinários do mormonismo, incluindo a edição de 1988 do livro Princípios do Evangelho, cujos direitos autorais estão em nome da Corporação do Presidente de a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Faremos esta comparação em dez áreas fundamentais de doutrina.

  1. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que há um só Deus vivo e verdadeiro, e que além dEle não há outros deuses (Deuteronômio 6:4; Isaías 43:10, 11; 44:6, 8; 45:21, 22; 46:9; Marcos 12:29-34).

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que há muitos deuses, e que os seres humanos podem vir a ser deuses e deusas no Reino Celestial. Eles ensinam ainda que aqueles que alcançam a divindade teriam o que eles chamam de “filhos espirituais” que adorariam e orariam a eles, assim como nós adoramos e oramos a Deus Pai (o Livro de Abraão, 4:1-5:21 em A Pérola de Grande Valor; Princípios do Evangelho, pp. 9, 11, 290).

  1. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que Deus é espírito (João 4:24; 1 Timóteo 6:15, 16), que não é um homem (Números 23:19; Oséias 11:9; Romanos 1:22, 23) e que sempre (eternamente) existiu como Deus—onipotente, onipresente e onisciente (Salmo 90:2; 139:7-10; Apocalipse 19:6; Malaquias 3:6).

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que Deus Pai foi um homem como nós, que progrediu até tornar-se um Deus e, mesmo nessa condição , continua a possuir um corpo de carne e osso. (“O próprio Deus já foi como nós somos agora — ele é um homem exaltado, entronizado em céus distantes!” Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, compilado por Joseph Fielding Smith, pp. 336). Em Doutrina e Convênios (D&C) 130:22 é dito que “o Pai tem um corpo de carne e ossos, tangível, como o do homem”; também a citação famosa de Lorenzo Snow, “Como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser” (Regras de Fé de James Talmage, p. 389). Para completar, o mormonismo ensina que Deus tem um pai, um avô, e assim sucessivamente (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 365).

  1. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que Jesus é o único e verdadeiro Filho de Deus; Ele tem sempre existido como Deus, e é co-eterno e co-igual com o Pai (João 1:1-14; 10:30; Colossenses 2:9). Ainda que nunca haja sido menos que Deus, no tempo indicado pôs de lado a glória que compartilhava com o Pai (João 17:4, 5; Filipenses 2:6-11) e foi feito “semelhante aos homens” para realizar a obra da nossa salvação. Sua encarnação (não confundir com “reencarnação “) se fez realidade quando foi sobrenaturalmente concebido pelo Espírito Santo e nasceu de uma virgem, chamada Maria (Mateus 1:18-23; Lucas 1:34, 35), conforme havia sido predito pelos profetas no Antigo Testamento (Isaías 7:14; 9:6; Mateus 2:6; Miquéias 5:2).

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que Jesus Cristo é nosso irmão mais velho, e que progrediu até chegar a ser um deus, havendo primeiro sido gerado como um “filho espiritual” por meio do Pai e de uma mãe celestial, e depois concebido fisicamente pelo Pai e pela virgem Maria. A doutrina mórmon afirma que Jesus e Lúcifer são irmãos (Princípios do Evangelho, pp. 9, 15, 16, 54, 57).

  1. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que o Espírito Santo é Deus e é onipresente (1 Reis 8:27; Salmo 139:7-10; Jeremias 23:24; Atos 5:3, 4).

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que o Espírito Santo é um espírito com forma de homem, que não pode estar em todas as partes ao mesmo tempo, mas apenas a sua influência é presente em todo lugar (Princípios do Evangelho, p. 34; Doutrinas de Salvação, Vol. 1, pp. 42-45, por Joseph Fielding Smith).

  1. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são deuses separados, e sim Pessoas distintas de um só Deus Triúno. Em todo o Novo Testamento o Filho e o Espírito Santo, bem como o Pai são identificados separadamente como Deus, e agem como Deus (Filho: Marcos 2:5-12; João 20:28; Filipenses 2:10, 11; Espírito Santo: Atos 5:3, 4; 2 Coríntios 3: 17, 18; 13:14); mas, ao mesmo tempo, a Bíblia ensina que existe um só Deus, e que os três são manifestações distintas do mesmo e único Deus (veja novamente o ponto no 1).

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses separados (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, pp. 361-362; Mormon Doctrine, pp. 576, 577).

  1. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que a queda do homem foi um grande mal, e que através disso o pecado entrou no mundo, pondo todos os seres humanos debaixo da condenação e da morte. Assim, todos os seres humanos nascem com uma natureza pecaminosa, e serão julgados pelos pecados que cometem, individualmente (Ezequiel 18:1-20; Romanos 5:12-21).

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que o pecado de Adão era “um passo necessário no plano da vida e uma grande bênção para toda a humanidade” (Princípios do Evangelho, p. 31; Doutrinas de Salvação, Vol. 1, pp. 114, 11; Livro de Mórmon, 2 Néfi 2:25).

  1. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que a obra redentora de Cristo é, antes de mais nada, a solução provida por Deus para o problema do pecado da humanidade. Por haver tomado os pecados pessoais de todos os homens — passado, presente e futuro — em Seu próprio corpo na cruz (1Pedro 2:24), Cristo, como o prometido Cordeiro de Deus sem mancha, cumpriu totalmente as exigências da Justiça Divina, para que todos aqueles que pela fé O receberem possam ser perdoados, restaurados à comunhão com Deus e desfrutar de vida eterna com Ele para todo sempre (2 Coríntios 5:21; Apocalipse 21:1-4).

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que a obra redentora de Cristo apenas garante o que ela chama de “salvação geral”,que consiste no fato das pessoas serem ressuscitadas — acontecendo para todos, indiferente de terem aceito Jesus Cristo pela fé. Para eles, a obra redentora não é suficiente em si mesma para dar a vida eterna. Em vez disso, seria preciso acrescentar as nossas boas obras (Princípios do Evangelho, pp. 69, 291-292; Regras de Fé, pp. 86, 88-89).

  1. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que nós somos salvos do nosso pecado e morte espiritual pela provisão graciosa de Deus de perdão e vida eterna. Não podendo ser merecida nem conquistada pelas nossas obras (Efésios 2:8, 9). Os 10 Mandamentos nos foram dados para mostrar que somos incapazes e incompetentes para cumprir os desígnios da perfeita e santa Justiça de Deus por nossos próprios esforços, evidenciando nossa fraqueza e nos fazendo reconhecer que somos inteiramente dependentes dEle (Romanos 3:20; 5:20; 7:7, 8; Gálatas 3:19). Os sacrifícios do Antigo Testamento apontavam para a provisão graciosa do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29; Hebreus 9:11-14; 10:1-14). Não podemos contribuir praticamente em nada para a nossa salvação porque, sem Cristo, somos espiritualmente “mortos em nossos pecados” (Efésios 2:1, 5); um novo coração , o qual deseja obedecer às leis de Deus, é resultado concreto da salvação (entretanto, é correto que, sem evidências de mudança na conduta, o testemunho de fé em Cristo do indivíduo pode muito bem ser questionado; salvação pela graça somente através da fé não significa que nós podemos viver como “nos der na cabeça” — Romanos 6:1).

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que todo homem receberá a salvação, referindo-se a ela como sendo nada mais que “uma conexão inseparável do corpo e do espírito, propiciada pela expiação e ressurreição do Salvador” (Princípios do Evangelho, p. 359). Mas, para obter a salvação “máxima”, que eles chamam de exaltação e que significaria “morar na presença de Deus”, a única possibilidade é se a pessoa perseverar “em fidelidade, guardando todos os mandamentos do Senhor até o fim de sua vida terrena” (Princípios do Evangelho, p. 292). As obras seriam requisitos para se poder “morar na presença de Deus” (Terceira Regra de Fé; Doutrinas de Salvação, Vol. 2, p. 5).

  1. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que a Bíblia é a única, final e infalível Palavra de Deus (2 Timóteo 3:16; Hebreus 1:1, 2; 2 Pedro 1:21) e que ela permanecerá para sempre (1 Pedro 1:23-25). A preservação providencial, por parte de Deus, do texto bíblico tem sido maravilhosamente confirmada pela Arqueologia e pela História, a exemplo da descoberta dos Rolos do Mar Morto.

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que a Bíblia foi adulterada, tem perdido muitas de suas verdades e que não contém o Evangelho em toda a sua plenitude (Doutrinas de Salvação, Vol. 3, pp. 190, 191; Livro de Mórmon,1 Néfi 13:26-29; Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 12).

  1. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que a Igreja verdadeira foi divinamente estabelecida por Jesus e por isso nunca pôde, nem jamais poderá desaparecer da terra (Mateus 16:18; João 17:11; 1 Coríntios 3:11). Os cristãos genuínos admitem que têm havido tempos de corrupção e apostasia dentro da Igreja, mas crêem também que sempre tem existido, pela vontade de Deus, um remanescente de pessoas que guardam e propagam os princípios fundamentais da verdadeira doutrina de Cristo contida no Evangelho.

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que houve uma grande e total apostasia na igreja estabelecida por Jesus Cristo; este estado de apostasia “ainda prevalece, exceto para aqueles que se voltarem para um conhecimento do ‘evangelho restaurado’ pela Igreja Mórmon” (Mormon Doctrine, p. 44; Princípios do Evangelho, pp. 100-101; Doutrinas de Salvação, Vol. 3, pp. 269-275).